Eliminado apenas por um toque
Luiz Cícero de Avelar, 38 anos, o ''Nego Cirso'' natural de Cianorte, é um peão experiente, há 17 anos na arena. Muito alegre, ele conta orgulhoso que já ganhou mais de 100 rodeios, dois deles em Londrina, no início da década de 90.
O sorriso só sai de seu rosto quando é questionado sobre os riscos da profissão. Ele lembra que já teve duas fraturas graves, que lhe deixaram quase dois anos longe do seu ganha-pão. ''Quem está na chuva é para se molhar. Essa é a nossa profissão.''
Na montaria da semi-final ele foi um dos três que ''parou''. Na final a sorte não foi a mesma. Ele venceu os oito segundos, mas o braço que deve ficar sempre no ar tocou o animal. Nas regras do rodeio isso não vale. O toque foi ''denunciado'' pelo telão que mostra o replay da montaria. Alertado pelo comentarista - outra novidade do mundo do rodeio - o juíz não teve dúvida. Nota zero. Sem mostrar tristeza, o peão simplifica. ''Fica para a próxima''.
Com Luíz Cícero fora da disputa, o título dos touros ficou com Romildo Monteiro, que é de Deodato-MS. Ele é um ex goleiro de futebol, que começou a montar por diversão e se tornou um dos melhores do Brasil. Já ganhou 13 carros e 36 motos em prêmios. ''Cada vitória é diferente. É sempre uma sensação incimparável''.
Nos cavalos, o título ficou com o paulista Silvino José dos Santos, 30 anos. Casado e pai de um menino de cinco anos, ele comemorou o prêmio de R$ 5 mil, que vai garantir o sustento da família até a próxima vitória.





