Eletrocardiograma é feito por telefone em Marialva
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de agosto de 2001
Marta Medeiros<BR>De Maringá 
O município de Marialva (17 km de Maringá) encontrou uma alternativa barata para garantir o exame de eletrocardiograma em pacientes carentes com suspeita de problemas cardíacos. Há dois meses, a Secretaria Municipal de Saúde está utilizando um serviço via telefone para fazer o exame e obter o diagnóstico. O custo do novo sistema representa para o município um terço do salário pelo trabalho de três horas de um cardiologista, segundo o secretário municipal de Saúde, Antonio Carlos Nardi.
Nardi explica que para manter especialistas em plantão 24 horas, a prefeitura iria gastar cerca de R$ 11 mil por mês. Com o sistema, o município tem um gasto mensal de R$ 450,00. Nardi lembra que antes os pacientes com suspeita cardiológica eram obrigados a esperar até 48 horas para obter um diagnóstico e conseguir um internamento. O resultado deste serviço descarta a suspeita ou encaminha o paciente para um cardiologista com o diagnóstico pronto, ressalta o secretário.
O sistema fica à disposição do município por 24 horas ininterruptas e é monitorado por uma central em São Paulo. Nardi explica que o paciente que procura o Pronto-Socorro Municipal com dor torácica consegue na hora fazer o exame. Eletrodos são colocados no paciente e um aparelho grava a mensagem cardíaca. Em seguida, o próprio clínico de plantão ou um auxiliar faz a ligação para a central por um número 0800 e transmite a mensagem.
A leitura é feita por onda-frequência e o resultado do eletrocardiograma enviado via fax. O exame leva um minuto e meio para ser feito e o diagnóstico, a própria leitura do traçado cardíaco do paciente, chega em cinco minutos, diz o secretário de Saúde.
O município fez um contrato que garante a realização de 70 exames por mês. Uma vez já extrapolamos a cota, o que significa a grande demanda que tínhamos por este tipo de exame, lembra Nardi. O secretário afirma que o pronto-socorro conseguiu evitar pelo menos três mortes desde que começou o serviço. Eram pacientes com enfarto agudo do miocárdio que após o rápido diagnóstico do problema foram internados em hospitais da região, diz Nardi.


