Um eletricista da Copel de 27 anos é o principal suspeito de ter estuprado uma menina de oito anos no último domingo em Jaguapitã (Norte do Estado). O funcionário público era amigo da vítima e, além da violência, teria feito ameaças para que a menina não contasse nada para ninguém. Mas as dores e o forte sangramento chamaram a atenção da família e a garotinha acabou denunciando o agressor. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou a agressão.
A mãe da menina contou que o eletricista foi seu namorado mas o fim do relacionamento não havia acabado com a amizade entre ambos. No último domingo, os dois participavam de uma cavalgada na Zona Rural de Jaguapitã junto com um grupo de amigos e, em certo momento, alguns deles quiseram retornar para a cidade. O agressor teria pedido para que a menina os acompanhasse, pois ele retornaria rapidamente.
No entanto, o eletricista teria ido para a casa sozinho com a criança e, lá, cometido a violência sexual. ''Ele levou a menina, abusou dela e voltou para a cavalgada como se nada tivesse acontecido. Minha filha contou que ele falou que se ela contasse para mim, eu iria matar ela e ele também. Eu só fiquei sabendo no outro dia porque ela começou a sangrar muito'', detalhou a mãe.
Depois de ser examinada em um posto de saúde da cidade, a menina foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML) de Londrina onde, conforme o coordenador administrativo Fernando Piccinin, a perícia confirmou o estupro e o atentado violento ao pudor. ''Infelizmente é verdade. Os exames deram positivo'', lamentou Piccinin, completando que também foi colhido sêmen que poderá ser confrontado com material coletado do suspeito.
O laudo ainda não foi requisitado pelo delegado de Jaguapitã, Fátimo de Siqueira, que também ainda não entrou com pedido de prisão contra o eletricista. O delegado não foi encontrado ontem na delegacia mas a FOLHA apurou que ele estaria trabalhando no inquérito que investiga o assassinato da estudante Mônica Aparecida da Silva, 25 anos, registrada em 9 de janeiro deste ano em Rolândia.
Na segunda-feira, quando o caso foi denunciado à Polícia Civil, um lençol sujo de sangue foi apreendido na casa do eletricista. Somente depois de ter chegado em casa e encontrado a porta arrombada é que o eletricista teria ''sumido'' da cidade. A assessoria da Copel informou que o funcionário, que está há dois anos na empresa, procurou o colega de equipe no final do dia de trabalho, entregou seus equipamentos pessoais e afirmou que teria que viajar para Londrina porque a mãe estaria com problemas de saúde. Desde então, seu paradeiro é desconhecido.
A família da menina, no entanto, acredita que o agressor esteja escondido na casa dos pais, que fica no centro de Londrina. A balconista disse que procurou a FOLHA porque teme que o agressor fuja e nunca mais seja encontrado. ''Quero que ele pague pelo que fez com minha filha'', avisou a mãe.

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