‘Eles são pessoas normais’
O dono do Bar Potiguá II, Donizete de Lima, um pai de família de 35 anos que desde 1992 recebe os punks em seu balcão, diz que no começo estranhou a presença deles no seu estabelecimento. Porém, a estranheza foi diminuindo conforme ele percebia que os frequentadores não eram integrantes de uma gangue e nem pregavam a violência.
‘‘Os punks são pessoas normais’’, garante Donizete. ‘‘Eles vêm, ouvem suas músicas, pagam suas contas e vão embora sem causar tumulto.’’
O Potiguá II – equipado com um ventilador velho, um aparelho de som e TV a cabo contrastando com a simplicidade e a visível sujeira – parece ambientado para as poucas exigências dos frequentadores que aparecem graças ao baixo preço das bebidas: R$ 1,50 a cerveja e R$ 2,00 a garrafa de vinho.
Donizete, que nunca foi punk, tem um filho adolescente que simpatiza com as idéias e o visual do grupo, mas isso não chega a ser motivo de preocupação para ele. ‘‘Nós, como pais, instruímos e tentamos mostrar o que é certo e o que é errado’’, afirma. ‘‘Mas se ele decidir ser punk ele vai ser punk’’, encerra. (P.H.F.)

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