''Eles precisam olhar com mais cuidado''
Maria Inês Gomes, presidente da Associação das Entidades Sociais Beneficentes, informou que se reuniu com a secretária municipal de Educação, Karen Sabec, em dezembro do ano passado e pediu um aumento no valor do repasse para efetivamente 50% dos custos. ''Cada criança custa em torno de R$ 280. Outra solicitação nossa é que o repasse do aumento seja feito ainda no início do ano, antes do reajuste dos salários.''
De acordo com ela, no ano passado o reajuste foi feito em abril e como a data base dos professores é em fevereiro, a diferença no caixa das entidades foi maior ainda. O piso salárial de um professor hoje é de R$ 602 para 30 horas semanais. ''A secretária afirmou que iria pedir agilidade no processo, mas até onde sabemos o reajuste ainda não foi feito.''
José Milton de Souza, presidente do Sindicato das Entidades Culturais e Recreativas do Norte do Paraná (Secraso), que representa as CEIs, afirma que existem ''10 ou 12'' instituições em sérias dificuldades, mas não quis identificá-las. De acordo com ele, nem todos poderiam participar de capacitação, já que são voluntários e a falta de recursos é o maior problema. ''No município uma criança custa R$ 700, o poder público precisa das entidades filantrópicas porque não há condições de municipalizar tudo de uma só vez. Eles precisam olhar com mais cuidado para a educação infantil'', destaca. (E.G)





