‘‘Eles estão por toda
parte e não dão sossego’’
A dona de casa Jacira Lopes, 46 anos, considera a atuação dos flanelinhas um ‘‘absurdo’’. ‘‘Eles estão por toda parte e não dão paz.’’ Jacira diz que não acha justo dar dinheiro para o flanelinha porque é obrigada a pagar a Zona Verde nas áreas onde ainda não há parquímetros.
‘‘No centro, tenho que pagar parquímetro e aqui – próximo à esquina das avenidas Brasil com São Paulo – tenho que pagar Zona Verde. Não é justo pagar também para o flanelinha’’, argumenta. Segundo ela, o maior problema são os adolescentes que se dizem guardadores de carros. ‘‘Eles (menores) são piores porque se a gente fala que não vai pagar eles xingam a gente.’’
A empresária Eliana Higino, 30 anos, também critica os flanelinhas. ‘‘Quando é um senhor de idade eu até aceito porque eles não conseguem mais trabalho, mas os meninos agem em grupos e ameaçam a gente.’’
Eliana contou que já teve o carro riscado por outro motorista durante uma manobra para sair do estacionamento. ‘‘Um moleque ficou de cuidar do meu carro e auxiliar o motorista do carro da frente quando ele fosse sair da vaga. Mas eu vi quando o motorista saiu e o flanelinha estava em outro lugar, cuidando de outro carro.’’ Para Eliana, os flanelinhas inibem e chegam até a coagir os motoristas. ‘‘A gente tem que se justificar a todo momento com o flanelinha com medo do que ele possa fazer’’, desabafou.

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