''Um mato-grossense criado no Paraná e ex-governador dos paulistas para disputar a chefia da Nação'' - apresentou-se Jânio Quadros após ser aclamado pela UDN Sua candidatura presidencial já havia sido homologada pelo PL, o PTN e o PDC, sendo este último a razão de sua aliança com Ney Braga no Paraná
Ao se candidatar a presidente, Jânio era deputado federal do Paraná pelo PTB, partido liderado pelo senador Souza Naves, virtual candidato a governador tido como ''invencível'' tal a popularidade no ''norte cafeicultor, a região mais rica e de maior eleitorado do Paraná'' (afirmaria o próprio Ney) Mas antes de ter a candidatura oficializada, Naves morreu de infarto
Ex-vereador em Londrina e suplente de Naves no Senado, Nelson Maculan foi lançado candidato a governador pelo PTB e recebeu 225 589 votos, menos de 28 mil em relação a Ney (253 552); o segundo candidato de Curitiba, Plínio Costa, apoiado pelo governador Moysés Lupion, teve 193 613 votos Em um momento, pelo menos, houve o temor na campanha de Ney de que Jânio acenasse para Maculan, a pretexto de agradecer ao PTB pela grande votação de deputado Por isso ''quase sequestrado'' em Curitiba, não pôde falar Conforme relato no livro ''Ney Braga, Tradição e Mudança na Vida Política'', se Jânio agradecesse, ''o Maculan talvez ganhasse a eleição''
Eleito com mais de 6,5 milhões de votos (48%), derrotando o marechal Henrique Lott por mais de 1,8 milhão, Jânio Quadros renunciou alegando que ''forças terríveis'' se levantavam contra seu governo, embora não houvesse nenhuma manifestações em contrário nas forças armadas Pela sua costumeira independência dos partidos, Jânio era acusado por Carlos Lacerda, da UDN, de tentar armar um golpe para ser ditador Depois de ter os direitos políticos cassados por dez anos, em 1964, Jânio voltou a ser eleito prefeito de São Paulo, em 1985 Morreu em 1992 (W S )

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