Maringá - Um recurso com pedido de impugnação de quatro urnas por suspeita de crime eleitoral pode mudar o resultado da eleição para reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Na semana passada, a comunidade elegeu, em segundo turno, o atual pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UEM, Gilberto Cezar Pavanelli. O pró-reitor obteve 52% dos votos contra 48% do candidato da oposição, o professor de Informática José Tarcísio Pires Trindade.
Trindade impetrou o recurso junto ao Conselho Universitário (COU), cuja reunião para decidir sobre o cancelamento ou não dos votos das quatro urnas será realizada amanhã. No recurso, o candidato derrotado juntou documentos, provas testemunhais e fotos.
Duas das quatro urnas com pedidos de impugnação são de Goioerê e Porto Rico. As outras duas urnas tratam de votos em separado sem autorização da Comissão Eleitoral. Trindade alega que em Porto Rico, a votação foi 100% para Pavanelli por causa da constatação de três tipos de irregularidades. Uma delas diz respeito ao benefício de transporte para estudantes e outra de que o local de votação foi mudado sem aviso prévio de 24 horas, como determina o estatuto que rege as eleições da UEM.
Em Goioerê, o candidato juntou como prova fotos e testemunhas de favorecimento para o transporte de alunos. Segundo Trindade, os alunos que votaram em Goioerê são dos cursos à distância oferecidos pela instituição. ''São alunos que não participam da vida diária da instituição e a UEM não nos forneceu o endereço dos alunos e por isso não tivemos acesso para campanha, mas dos 590 votantes, 572 votaram em Pavanelli'', disse Trindade.
Trindade afirmou que dependendo da decisão do COU vai entrar na Justiça por crime eleitoral. Pavanelli disse ontem que ''não tem nada a declarar'' sobre o recurso da chapa de oposição. ''A decisão cabe ao COU'', afirmou Pavanelli.

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