Curitiba - A Assembléia Legislativa aprovou ontem, em primeira discussão, o projeto de lei que regulamenta a eleição para diretores de escolas da rede estadual de ensino. A proposta, formulada depois de uma discussão de quatro meses entre integrantes da Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), Secretaria de Estado de Educação e Associação dos Dirigentes de Escolas, prevê a paridade de votos entre estudantes, pais, professores e funcionários de escolas. ''Agora todos os votos têm o mesmo peso'', comemorou o professor José Lemos, presidente da APP-Sindicato. O Núcleo de Educação, que anteriormente tinha o maior peso de voto, não participará das eleições.
Outra modificação considerada importante foi a permissão para que funcionários com curso superior na área de educação e professores celetistas também pudessem se candidatar ao cargo de diretor. Anteriormente, apenas os professores estatutários poderiam ser votados. Com isso, mais de 15 mil professores e funcionários poderão concorrer nas eleições para diretores em todo o Paraná.
A partir de agora, todas as escolas terão eleição. No governo anterior, apenas tinham diretor eleito as escolas com mais de 160 alunos. Apenas não terão eleições o Colégio Estadual do Paraná (por ter recursos próprios) e o Colégio Militar (por estar vinculado ao Exército). Ontem, duas emendas foram acatadas ao projeto original: uma delas previa a redução de quórum na votação de 51% para 35% e outra reduzia o mandato dos diretores de três para dois anos. Os diretores terão direito a disputar duas reeleições.
O secretário de Estado da Educação, Maurício Requião (PMDB), gostou da votação. ''Esse projeto veio para ficar. Chega de mudar eleição de diretores em cada nova gestão governamental'', afirmou. Ele marcou para o dia 28 de novembro as eleições nas 2,1 mil escolas estaduais. Nos próximos dias, o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) vai ser encaminhado para a Assembléia.

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