Eleição nas escolas pode ser adiada em C. Mourão
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terça-feira, 22 de abril de 1997
Do correspondente 
CAMPO MOURÃO - A Prefeitura de Campo Mourão quer adiar de abril para novembro as eleições para diretor das escolas municipais. A proposta de adiamento foi transformada num projeto de lei e encaminhado para a Câmara de Vereadores. Se a idéia for aprovada, os atuais diretores vão ganhar oito meses de mandato extra. Segundo a lei municipal aprovada em 94, 20 escolas têm direito às eleições diretas para diretor e deveriam eleger este mês seus novos diretores.
A secretária municipal de Educação, Magali Beninca, argumenta que a realização das eleições no início do ano é inviável devido às mudanças introduzidas pelo nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). O Conselho Estadual de Educação também baixou nova deliberação que deve ser adaptada à legislação do município. Primeiramente deve acontecer a adaptação da legislação local em relação às novas normais educacionais, explica a secretária.
As novas leis trazem mudanças que afetam as eleições. Uma das inovações é relacionada ao perfil do profissional que pode disputar o cargo. Os diretores de pré-escolas, por exemplo, terão que possuir o curso de Pedagogia ou complementação a nível de pós-graduação em educação infantil. Com o adiamento, evitaremos que diretores eleitos pela comunidade tenham que ser afastados no final do ano por não preencherem os requisitos exigidos, frisa Magali.
Maringá Os alunos da 3ª série (1º grau) das escolas municipais e estaduais da rede pública de Maringá terão aulas de educação ambiental a partir do segundo semestre deste ano. A inovação é resultado do projeto Turismo vai à escola, das secretarias de Educação e de Indústria, Comércio e Turismo.
A idéia, explica a chefe de divisão de turismo da prefeitura, Silvia Cristiane Goya, é transportar as lições de conservação para a realidade local. Com o estudante participando do projeto, terá condições também de identificar os pontos turísticos de Maringá, diz.
A educação ambiental já faz parte do currículo das escolas da rede pública, mas é orientado por diretrizes nacionais. Muitas vezes o estudante é obrigado a conhecer as condições ambientais de regiões onde nunca foi, ao contrário do nosso projeto, explica Silvia.
A secretária de Educação de Maringá, Maria Bernardete Sperandio Cremm, explica que o Turismo vai à escola funcionará como um complemento ao currículo normal. Na primeira fase do projeto, segundo Silvia, os estudantes vão receber uma cartilha contendo apenas textos. Posteriormente, vão desenhar e descrever as diversas matas e bosques da cidade. Nas aulas práticas os temas serão apresentados por um grupo de teatro de bonecos. O programa será implantado em 37 escolas municipais e 41 estaduais e vai atingir mais de mil alunos na primeira fase.


