Inicialmente marcada para setembro e, em assembléia, adiantada para os dias 3 e 4 deste mês, a eleição da nova diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv) está parada na Justiça.
Ontem, membros da atual diretoria (representantes da Chapa 1, de situação) entraram com um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Eles contestam a decisão da 7 Vara Cível, em Londrina, suspendendo o efeito da assembléia. A decisão judicial é uma resposta ao mandado de segurança impetrado pela Chapa 2, de oposição.
Segundo a presidente do Sindserv, Marlene Valadão Godói, a antecipação havia sido acertada na reunião do dia 11 de dezembro para que não ficasse muito próxima do pleito municipal. ''Não queremos que a nossa votação sirva de palco para intenções políticas'', afirmou, frisando que membros da chapa contrária haviam participado da assembléia. ''Nosso sindicato é o terceiro do Sul do País em representatividade, e isso desperta muitos interesses políticos'', avaliou.
Candidato a presidente do Sindserv pela Chapa 2, o professor Marcelo Urbaneja refutou a hipótese eleitoreira. De acordo com ele, a antecipação fere o estatuto da categoria, que estabelece o prazo de 30 a 90 dias anterior ao término do mandato (4 de dezembro) para que sejam realizadas as eleições. ''Tínhamos pela frente todo um cronograma de discussões das propostas da chapa, e mudar a data nos prejudicaria'', argumentou. Quanto à participação na assembléia que definiu os novos prazos, Urbaneja disse ter participado ''apenas para não perder espaço''. ''Essa assembléia foi pouco divulgada e também trazia no cronograma questões salariais. Deveria ter sido feita uma só para discutir a eleição'', concluiu.
Dos cerca de 6,5 mil servidores municipais ativos hoje, em Londrina, 4,5 mil estão sindicalizados. Desse montante, conforme dados da atual diretoria, 4.110 têm direito a voto.

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