O Conselho Tutelar de Maringá vai realizar pela primeira vez eleições para os cargos de conselheiros. A medida é prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas desde que a legislação foi criada há mais de 10 anos o município não praticava a escolha direta. Os antigos conselheiros eram eleitos mediante o voto de um colégio formado por representantes de entidades assistenciais.
Segundo a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Telma Maranho Gomes, a condição anterior era inconstitucional. Telma explica que a eleição estava prevista para dezembro do ano passado, mas foi adiada pela Justiça porque não seria de forma direta. Por causa disso, o mandato dos últimos conselheiros foi prorrogado por duas vezes, até que a atual administração viabilizasse as eleições. Desde o dia 1º de junho, a Vara da Infância e Juventude responde pelo Conselho Tutelar. A prorrogação de mandatos é proibida por mais de duas vezes.
O conselho recebeu a inscrição de 55 candidatos para a disputa de cinco cargos de conselheiros, cujo salário bruto é de R$ 1.590,00. Telma Gomes acredita que pelo menos 2 mil eleitores irão comparecer às urnas.
Para evitar a desigualdade na campanha, o conselho investiu R$ 15 mil em materiais padronizados. Foram produzidos 3 mil santinhos para cada candidato e 30 mil exemplares de um informativo com explicações sobre o Conselho Tutelar, as eleições e a relação com os nomes dos candidatos. A eleição será no próximo dia 24, das 9 às 17 horas, no Colégio Marista. Podem votar pessoas acima de 16 anos de idade, mediante a apresentação do título de eleitor e carteira de identidade.

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