Luciana Pombo
De Curitiba
Clima tenso entre os professores que estão disputando as diretorias da Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) em quatro eleições simultâneas, que acontecem amanhã, em Curitiba e nas 23 sedes regionais espalhadas pelo interior do Paraná. De um lado, o professor Romeu Gomes de Miranda, atual presidente, que é apoiado por militantes do PT com posicionamento mais radical (conhecidos como ‘‘xiitas’’) e pelo PSTU. De outro lado, o professor Florisvaldo de Souza, diretor de sindicalizados da APP-Sindicato, que tem o apoio de diversos partidos de oposição ao governo do Estado, como PDT, PT (mais ‘soft’), PMDB, PCdoB, entre outros.
Os primeiros problemas e ataques internos já começaram. Romeu Miranda acusa a chapa dois de envolvimento político para utilização do sindicato como palanque político para candidatos nas eleições do ano que vem. ‘‘Isto significa que a APP passa a ser um alvo dos partidos para as eleições do ano que vem. A gente estaria se afastando do objetivo central do sindicato, que é a luta pelos professores’’, argumenta. O artigo segundo, parágrafo primeiro do Estatuto da APP diz que a entidade não pode ter caráter político ou religioso.
Já Florisvaldo de Souza alega que a antiga administração não é democrática, sendo conduzida por pensamentos retrógrados. Ele ainda acusa a diretoria de incompetência administrativa. ‘‘Teremos que fazer uma reestruturação da nossa entidade, em função da incompetência administrativa da APP, teremos que aumentar o número de sindicalizados e retomar a capacidade de mobilização da categoria’’, afirmou ele.
Em Curitiba, as eleições ocorrem das 8 às 21 horas, com urnas fixas no Colégio Estadual e Instituto de Educação e mais de 500 urnas volantes que estarão sendo levadas às escolas. Os diretores vencedores cumprirão um mandato de três anos.

mockup