O aumento no tempo de mandato (de dois para três anos) e o fim da diferença de peso entre os votos de professores, alunos e pais são as principais mudanças nas normas para as eleições de diretores de escolas públicas estaduais, que acontecem no dia 25 de outubro. Poderão ser eleitos os diretores de 2.050 escolas. Caso não haja candidatos ou ocorram problemas que invalidem a eleição, haverá nova votação no dia 29 de novembro.
Ficarão de fora da escolha direta 82 escolas. São aquelas com menos de 50 alunos, que funcionam em prédios cedidos por instituições religiosas ou civis e que ofertam apenas ensino de 1ª a 4ª série. Também foi excluído o Colégio Estadual do Paraná, que pela lei 8485/87 é definido como um órgão de regimento especial, com orçamento próprio. Apesar de a comunidade reivindicar eleição direta, a diretora geral da Secretaria da Educação, Miriam Wellner, diz que ‘‘o atual modelo é o mais adequado para um colégio de grande porte’’.
A meta da secretaria é eleger pelo voto direto os diretores de todas as 2.050 escolas habilitadas. Metade dos atuais diretores são indicados, por falta de candidatos nas últimas eleições.
Deverão votar cerca de 500 mil pessoas. O voto do professor, que tinha peso maior, passa a pesar o mesmo que os demais. Outra mudança é que os pais, que tinham direito a um voto, agora votam em nome de cada filho matriculado, desde que estes não votem. Entre os alunos, podem votar todos os de 2º grau e os de 1º grau maiores de 16 anos.

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