Ele trocou a engenharia pela liberdade ao volante do táxi
Kraw PenasIrineu Antonio Gonçalves também é engenheiro, mas foi a liberdade que o levou para trás do volante: trabalha quando quer e vê mais a família. Além disso, ganha razoavelmente bem e gosta do que fazO engenheiro civil Irineu Antonio Piazentin Gonçalves, 42 anos, disputa um privilégio com poucos profissionais que deixaram a profissão para a qual estudaram durante anos: não foram os baixos salários, nem o desemprego, que o levaram para o volante do Táxi 42 da capital do Paraná. Engenheiro bem conceituado, com trabalhos para empresas como o DNER e DER no currículo, Gonçalves mudou sua vida por opção. Cansei de trabalhar naquela função. Não era aquilo que eu queria, diz ele, tranquilamente.
Formado pela PUC do Paraná em 1977, ele dirige o táxi há dois anos. Dois motivos, segundo ele, foram decisivos para a mudança de profissão: o desânimo com a carreira e a vontade de ficar perto da família. Como engenheiro, Gonçalves passava a maior parte do tempo fora de casa, viajando a serviço. Eu vivia mais para o emprego do que para minha família.
Hoje as pontes, viadutos e estradas, que o alimentaram durante 19 anos, deram espaços para as ruas e os endereços dos clientes. Sem nenhum tipo de arrependimento, Gonçalves afirma que é mais feliz atualmente. Tenho liberdade. Começo e paro de trabalhar quando eu quero, diz. O taxista Irineu Gonçalves revela que financeiramente a nova profissão também é mais vantajosa. Ele fatura cerca de R$ 2,8 mil por mês, em torno de R$ 800 acima do que recebia como engenheiro.(J.A.)





