Casado há 13 anos, José da Silva tem duas filhas - uma de onze anos e a outra, de cinco. Ele trabalhava no Clube do Cavalo há um ano e cinco meses. Morava com a família no local, onde exercia a função de capataz - termo usado no meio rural para definir o funcionário de confiança, que administra as tarefas práticas da propriedade.
José da Silva era responsável por alimentar, lavar e domar os animais e manter limpos seus recintos.
Apelidado de ‘‘Zé Boiadeiro’’, era o único dos oito funcionários que morava na associação hípica. ‘‘Ele era educadíssimo, atencioso, amável e tinha um comportamento exemplar’’, disse ontem à Folha a jornalista Lucilene Gronzatto Teixeira, aluna de equitação e mulher do presidente do Clube do Cavalo, José Carlos Borges Teixeira.
‘‘Tínhamos tanta confiança nele que, eu e outros sócios, deixávamos nossos filhos dormir na casa dele em alguns finais de semana’’, completou Lucilene. Segundo a jornalista, a confissão de Silva chocou frequentadores do clube e parentes do capataz.
A mulher dele, Lúcia, que trabalha como empregada doméstica na casa de Lucilene, deverá deixar a casa que era ocupada pela família no Clube do Cavalo.
Criado há dois anos, o Clube do Cavalo tem 42 sócios e está localizado em uma área de oito alqueires pertencente à Itaipu Binacional. No local são mantidos cerca de 50 animais de raça.
Há quatro meses, a direção do clube criou a Escolhinha Rural de Hipismo, curso que era frequentado por Liana Almudi havia apenas uma semana.(Valmir Denardin)

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