'Ele tem evoluído a cada dia'
No caso de Mayumi Ohnishi, irmã de Minoru, que teve várias complicações de saúde como paralisia cerebral e hidrocefalia, o trabalho da música consegue sensibilizar e estimulá-lo para as coisas positivas de sua vida. ''Para ele, frequentar as aulas não é uma obrigação. Quando ele sai daqui, além de mais calmo, fica contente e animado. O trabalho que é feito com ele há oito anos o ajudou ainda na interação com outras pessoas e na comunicação dele com o mundo.'' O jovem está com 25 anos.
Como ele tem pouca visão, segundo Mayumi, a música possibilita o estímulo da audição. ''Como ele fala pouco, vemos que ele ficou com a audição mais aguçada. Ele adora ouvir músicas e acompanhar. Hoje, ele canta no banho o que aprende nas aulas. Quando começou a ter aulas, mal cantava uma palavra. Seu aprendizado é mais lento, mas é muito perceptível. Além disso, percebemos que a música tem auxiliado para diminuir seus momentos de crise, pois ele ficou mais paciente'', diz.
Outro aluno beneficiado com a musicalização é Caio, de seis anos. A mãe, a zootecnista Petra Maria Wagner, disse que depois de pouco mais de um ano frequentando as aulas já começa a perceber a mudança de comportamento. ''O Caio possui transtorno de déficit de atenção com hiperatividade. Aliada a outras atividades, buscamos a música para contribuir no desenvolvimento de sua concetração'', explica.
Para ela, com a música o filho desenvolve ainda a sensibilidade. ''Nas aulas de música, ele tem que parar, sentir, ouvir para saber o que está acontecendo. No início foi difícil, porque ele queria ver e tocar tudo ao mesmo tempo. Hoje, é mais tranquilo e consegue prestar atenção. Em casa, tudo isso refletiu no comportamento dele. Na hora da tarefa, por exemplo, ele fica mais calmo e vê o que está fazendo. Com certeza ele tem evoluído a cada dia.'' (M.T.)





