'Ele sempre foi um sonhador e nunca vai mudar'
O estudante de Cinema Bruno de Oliveira, 24, estava cobrindo um evento em Paranaguá, em 2005, quando foi abordado por Aurélio Domingues. ''Você que mexe com cinema, conhece o Cyro Matoso?''. Não, ele não conhecia, mas naquela pequena troca de palavras com um dos colaboradores de Matoso nasceu o projeto ''Cinematoso''.
Na última semana, a proposta de Oliveira foi contemplada pelo Mecenato Subsidiado, sistema de fomento à cultura da Fundação Cultural de Curitiba. No projeto, o jovem propõe a realização de um documentário em média-metragem sobre Matoso, além da organização de uma retrospectiva do cineasta na Cinemateca de Curitiba. ''O que mais me atraiu foi a sua vontade de fazer filmes mesmo que de uma maneira rústica'', comenta.
O jovem entende que poucas pessoas conhecem a obra de Matoso e acredita que o documentário pode ajudar a divulgá-lo. ''Ele faz um 'cinema naif', tal como a sua pintura. É meio enigmático, pois mesmo não tendo estudo sobre cinema, tem uma maneira própria de fazer filmes'', diz. Oliveira já esteve com o diretor por dois momentos em Paranaguá e espera filmar o projeto no começo de 2009. ''Admiro o Cyro por realizar um trabalho integrado à comunidade. Faz filmes mesmo sem ter muito apoio dos órgãos públicos. Ele sempre foi um sonhador e nunca vai mudar.'' (R.U.)





