Ele provavelmente não foi socorrido a tempo
O cardiologista Manoel Canesin esclareceu que há dois tipos de morte por descarga elétrica: quando a corrente é contínua, como um raio, que causa assistolia e dificilmente é reversível; e quando o choque é provocado por corrente alternada, causando fibrilação ventricular e com chances de reversão, como foi o caso da descarga recebida por Quadros. ''O que provavelmente aconteceu é que ele não foi socorrido a tempo.''
De acordo com o médico, em uma situação semelhante o primeiro procedimento teria que ter sido o de desligar a rede o mais rápido possível e na sequência iniciar a compressão no peito a respiração boca a boca até a chegada de um desfribilador externo automático. ''Esta é a chamada manobra de suporte básico, que deve ser feita até a chegada do suporte avançado, como o Samu, e aumentam muito as chances de vida.''
Canesin explicou ainda que quando o coração começa a fibrilar e a vítima perde a consciência, o tempo de atendimento deve ser de três a cinco minutos. Como o exame inicial dos peritos mostrou que Quadros não sofreu queimadura interna (nestes casos a vítima funciona como um fio-terra), tudo indica que ele morreu por arritmia (parada cardíaca). (S. L.)





