''Ele não sabia que eram falsas'', afirma advogado
O advogado Douglas Ayres de Aguirre, que defende Marlos Augusto Benitez Morcilla, de 22 anos, funcionário do Detran de Foz do Iguaçu suspeito de integrar uma suposta quadrilha que estaria expedindo carteiras de motoristas ilegais para estrangeiros, disse ontem à Folha que seu cliente é inocente. Aguirre negou que Morcilla soubesse que poderiam se tratar de documentos falsificados.
Ele só montava os processos, mais nada. Checava se o documento foi autenticado e se cumpria o que a lei pede, afirmou o advogado, em entrevista por telefone. A lei exige que, para requerer uma carteira brasileira, o estrangeiro apresente uma fotocópia autenticada da carteira expedida em seu país de origem, além da tradução dos dados para o português, feita por um tradutor oficial, reconhecido pelo Detran. Segundo Aguirre, no Paraná só existem dois tradutores oficiais de espanhol (língua adotada no Paraguai), ambos em Curitiba.
Se as carteiras expedidas no Paraguai são falsas, o problema não é nosso, mas do país de origem, e deve ser investigada pela Polícia Federal e as autoridades diplomáticas dos dois países, disse o advogado. As carteiras expedidas para estrangeiros no Detran de Foz são absolutamente legais.
Marlos trabalha no Detran de Foz há cerca de três anos. (V.D.)





