'Ele foi mal assessorado', diz amigo
Ele foi mal assessorado, diz amigo
Fotos Josoé de CarvalhoO opositorAdami Júnior: Entrou pobre na prefeitura e saiu mais aindaO amigoEdinaldo Aparecido de Almeida: Ele deu cesta básica adoidadoAmigo do ex-prefeito, o ex-vereador Edinaldo Aparecido de Almeida (PSDB) lembra que as denúncias de irregularidades contra Casagrande dominaram praticamente todo o mandato dele, de 1989 a 1992. Segundo Almeida, as contas do ex-prefeito foram reprovadas pelo Tribunal de Contas durante os quatro anos em que ele permaneceu no cargo.
Mas o ex-vereador faz questão de afirmar que as irregularidades foram praticadas em benefício do povo. Ele não via que tinha estourado o limite de verba e ajudava mesmo, diz. Almeida lembra ainda que, em 1991, quando houve um longo período de seca no município, o ex-prefeito forneceu grande quantidade de alimentos a pessoas carentes. Ele deu cesta básica adoidado.
Ainda segundo Almeida, a prefeitura também fornecia remédios e muitas das receitas teriam sido adulteradas, segundo apurou a oposição, na época. Ele foi mal assessorado, acredita o ex-vereador. Mas impera a lei do silêncio. Tanto ele quanto a esposa de Casagrande, Rosimar, evitam dizer nomes.
Na opinião do ex-vereador, as denúncias contra Casagrande só foram levadas à Justiça porque seus adversários tinham interesse em cassar seus direitos políticos. Ninguém demonstra estar gostando dele preso, mas o ex-prefeito doutor Otto, que já é falecido, falava abertamente no palanque que queria ver o Tuca na cadeia para cassar seus direitos políticos. Eles eram como gato e cachorro, conta Almeida.
O presidente da Câmara de Santa Isabel, Elias Adami Júnior (PTB), inicou na política sob influência de Eduardo Otto, que sucedeu Casagrande. Adami Júnior acredita que ele falava da boca para fora sobre a cassação dos direitos de Casagrande. O vereador diz que o ex-prefeito preso não teve um cuidado especial com o dinheiro público. Eu era vereador na época e alertava que ele tivesse mais cuidados ao gastar, tanto que as contas dele foram reprovadas, relembra.
Adami Júnior conta que a Câmara formou algumas comissões de inquérito para apurar irregularidades contra o ex-prefeito, mas as denúncias contra ele foram oferecidas pela Procuradoria Geral de Justiça. Mas não concordo que ele esteja preso. É meu amigo, foi meu professor de Educação Física. Entrou pobre da prefeitura e saiu mais ainda, avalia. Na opinião do vereador, Casagrande não soube se defender das acusações. A esposa do ex-prefeito concorda e diz que o marido foi julgado à revelia. A condenação dele saiu no dia 28 de dezembro, sem que a família tivesse sido avisada. No fundo, nem Casagrande nem seus amigos e parentes acreditavam que ele pudesse ser condenado e preso. (P.Z.)





