'Ele ficava em lágrimas e não sabíamos o porquê'
A professora Laura Sala Merlo, mulher de Orlando Merlo, paciente do Hospital Evangélico, conta que o trabalho de comunicação tem sido fundamental para a recuperação do marido, que chegou ao hospital com forte convulsão e sem fala.
Ainda sem a confirmação da doença, Orlando recebeu acompanhamento com a psicóloga Jacqueline Queirolo durante o perído em que esteve na UTI. De acordo com Laura, o tabuleiro utilizado para comunicação foi o que diminuiu a angústia dos familiares, que sempre acompanhavam o desespero de Orlando quando terminava a visita. ''Ele ficava em lágrimas e nós não entendíamos o porquê'', detalhou Laura.
Com o auxílio da psicóloga, Laura passou a utilizar o conversatório. ''Eu comecei a mostrar as palavras do tabuleiro para ele e, quando apontei para a palavra medo, ele sorriu; ele estava com medo'', explicou. ''Foi aí que a psicóloga conversou com ele e explicou que ele não precisava ter medo, que aquele era só um momento da vida e que todos estavam ali para ajudá-lo.''
Para o eletricista Isaque Silva, pai do estudante Emerson Pereira da Silva, paciente do Hospital Universitário, o trabalho realizado com o filho durante os 50 dias em que esteve na UTI foi fundamental para sua recuperação. ''Nosso filho ficou muito abalado com o acidente. No começo, ela (psicóloga Mariana Festti) lia os lábios dele, agora ele já é capaz de escrever quando ela pede.''
Com fraturas por todo o corpo e traqueostomizado, Emerson se recupera de um acidente com moto, ocorrido em Santa Bárbara do Oeste. (F.C)





