Elas dividem alegrias e tristezas
Elas dividem alegrias e tristezas
Acompanhando de perto o drama de muitas pessoas, as senhoras voluntárias já viveram experiências comoventes. Nair Storti, 66 anos, há 16 anos como voluntária entrou para a associação junto com a cunhada Nair Storti conta que não esquece de um garotinho que a casa atendeu durante muito tempo.
Ele era de Foz do Iguaçu e sofria de leucemia. Ele era muito alegre e sempre estava nas festas que preparávamos. Quando ele morreu, com 5 anos, foi um choque para nós, lembra. A associação pagou tudo para levar o corpo para Foz do Iguaçu. Ficamos na Acesf até a partida do corpo. Foi muito triste, complementa.
A morte de um dos hóspedes da casa sempre foi motivo de sofrimento para as voluntárias. Nos transformamos na família das pessoas que abrigamos aqui, afirma Assunta Storti. Elas lembram de alguns, seo Bento, seo João, o Eliseu. O Eliseu emenda, Nair Storti nós chegamos a fazer a festa de casamento dele. Ele conseguiu o transplante e conseguiu viver feliz por alguns anos com a mulher. Morreu com 30 anos. Durante um tempo ainda ajudamos a viúva, lembra.
Zilda Telles lembra de Pedrinho, o primeiro hóspede da associação, fundada em 1979. Um menino renal crônico vindo do Mato Grosso do Sul. Ele conseguiu o transplante e até hoje nós mandamos o remédio contra rejeição para ele. De vez em quando ele nos visita, afirma.
Tanta doação tem apenas uma explicação para estas voluntárias: amor ao próximo. A gente começa a trabalhar, se envolve e não consegue mais parar. Como você vai dormir sabendo que tem um doente precisando de um remédio caro?, questiona Zilda Telles. Outro dia eu comentei que tínhamos que cortar parte das cestas básicas porque não estavamos dando conta. Mas a gente não consegue, acabamos optando por trabalhar mais, conseguir mais recursos, complementa Assunta Storti. (E.P.)





