Elaborando o luto
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Redação FolhaWeb 
S.F.L., 44 anos, secretária administrativa, sofreu um violento baque no dia 6 de outubro de 2001. Foi quando recebeu a notícia de um acidente de carro que havia matado seu irmão caçula de 19 anos, que ela considerava como um filho. ''Quando recebi a notícia, eu me recusava a acreditar. Fiquei mal durante muito tempo, carregando uma dor muito forte. Com a morte dele, eu mudei. Essa perda me deixou no chão'', desabafa. ''Três anos depois, conheci uma psicóloga. Quando comecei a falar sobre tudo isso, passei a me sentir melhor, pois comecei a aceitar a situação. Foi como abrir as portas para o mundo novamente.''
Essa é apenas uma das milhares de histórias que acontecem todos os dias, de pessoas que sofrem a perda de alguém muito próximo, especialmente quando a morte é repentina e inesperada. ''Quando essas pessoas não conseguem lidar com a dor, elas tendem a ficar estancadas em um processo de culpa, raiva e depressão. Sem conseguir elaborar os sentimentos e reintegrar-se à vida cotidiana, muitos acabam 'congelando' no tempo e no espaço'', comenta a psicóloga Paula Hayashi.
A perda de entes queridos é um dos momentos mais difíceis da vida, senão o mais difícil. Saiba como lidar com esse processo na matéria de Micaela Orikasa.
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