Londrina - Tudo indica que a costureira Maria José da Silva foi mais uma vítima de dengue em Londrina. Pelo menos, é o que a família acredita. A costureira, que morava no Conjunto Cafezal (zona sul), foi sepultada na manhã de ontem. Com o laudo em mãos que aponta a presença do vírus, uma das filhas, Maria Aparecida Ruiz, garante que a mãe estava com a saúde boa e foi internada por causa da dengue. "Ela reclamou de fortes dores no peito e muito cansaço. Foi internada para a realização de alguns exames e receber hidratação. Em apenas dois dias seu quadro piorou drasticamente", pontua ela, dizendo que a mãe era apenas hipertensa, mas desenvolveu uma pneumonia durante a internação.
Segundo Aparecida, a mãe foi levada pelo Samu ao Pronto Atendimento Municipal (PAM) e de lá foi transferida ao Hospital Zona Norte. "Aconteceu de forma muito rápida. Diante do quadro que apresentava, para que tivesse chances de sobreviver, ela tinha de ter sido transferida a uma UTI e fazer uma hemodiálise completa. Apesar de terem feito o possível, no HZN não há essa estrutura." De acordo com a filha, as dores no peito avançaram para uma insuficiência respiratória e acúmulo de água nos pulmões. Em seguida, os rins pararam de funcionar, levando outros órgãos a falecerem.
Em meio as dezenas de peças de roupas que a costureira estava terminando, a filha custa a acreditar que a mãe tenha morrido dessa maneira. "Ela era ativa e totalmente independente. Cuidava de sua casa e do jardim. Como podem ver, todos os vasos tinham areia, pois sabia dos riscos da dengue."
Uma das suspeitas da família é que uma mata a menos de cem metros da casa possa ter focos do mosquito transmissor. "O que sabemos é que isso aconteceu por irresponsabilidade de outras pessoas. Só espero que a morte de minha mãe não passe em branco e sirva de exemplo para que isso não aconteça mais."

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