'Ela chamava Mariana de minha companheirinha'
Apesar de consciente dos problemas psicológicos da auxiliar de enfermagem Tatiane Damiane, a família diz que não poderia prever a tragédia. Rosane Damiane, cunhada de Tatiane e madrinha de Mariana, diz que a relação da mãe com o bebê era de extremo afeto. ''Ela chamava Mariana de 'minha companheirinha', pois eram as duas sozinhas'', revela.
Rosane conta ainda que a mesma mulher que em entrevista aos jornalistas disse não estar arrependida do ato e que faria tudo de novo, chegou até a fazer promessa para engravidar.
Quando de fato engravidou, o bebê foi visto pelos familiares como uma possível salvação para os problemas psicológicos apresentados por Tatiane. ''Pensamos que o nenê podia ajudar ela melhorar'', afirma Rosane.
Com a constatação de que as crises persistiam, a família até tentou levar Tatiane de volta para o Rio Grande do Sul. ''Mas ela dizia que queria a indepedência. Era adulta, trabalhava. Tinha uma vida normal, mas de repente...''
''A gente é uma família unida, com muita fé e Deus no coração. O que aconteceu foi uma fatalidade. Não condenamos Tatiane. Agora ela vai ter que prestar contas com a Justiça e com Deus''.
O advogado de defesa de Tatiane, Cláudio Dalledone Junior, afirmou que não deve se pronunciar sobre o caso por enquanto.(T.A.)





