El Ni¤o obriga Copel a podar árvores
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terça-feira, 25 de novembro de 1997
Lucinéia Parra Maringá 
Marcos NegriniNo tocoSecretaria de Meio Ambiente de Maringá autorizou o corte de oito árvores em frente à nova rodoviária Poda vai condenar
a arborização que levou 20 anos para
ser formadaA poda de árvores para evitar danos com o fenômeno El Ni¤o, sugerida pela regional da Copel em Astorga (80 km a oeste de Londrina) às prefeituras da região, está causando polêmica. A Copel já elaborou projeto de poda de árvores em seis municípios e em dois os prefeitos estão resistentes por causa dos prejuízos que a medida vai causar à arborização urbana.
O município de Santa Fé (47 km de Maringá) é o mais atingido pelo projeto da Copel, que prevê a poda de 281 árvores. O prefeito Anésio Pavan ainda não autorizou a poda. Na vizinha Lobato, a sugestão da Copel é para que seja feita a poda de 168 árvores, mas a prefeitura também não decidiu se vai autorizar.
De acordo com o secretário de Administração de Santa Fé, Claudio Paviane, a poda sugerida pela Copel é uma medida muito drástica. A poda simplesmente vai condenar a arborização que levou 20 anos para se formar.
A proposta da prefeitura, segundo Paviane, é retirar apenas a massa verde (folhas) das árvores, mas a Copel não aceitou. A Copel já vem fazendo ao longo dos anos uma poda malfeita que em muitos casos condena a arborização. Por isso, não vejo motivo para mais esta medida drástica.
Para o engenheiro florestal da secretaria de Meio Ambiente de Maringá, Ciro Braga Farhat, a poda de árvores que a Copel realiza nos municípios que não têm rede compacta já é bastante significativa apresentando uma margem de segurança boa contra a queda de galhos sobre os fios de alta tensão e consequente queda de energia.
O secretário de Administração de Flórida, Alírio Jacob Fino, admite que a prefeitura autorizou a poda planejada pela Copel, mas admite que os moradores estão revoltados com a medida. Autorizamos porque a Copel disse que seria necessário. Não sabíamos a intensidade da poda. Agora, os moradores estão revoltados.
De acordo com o gerente da regional da Copel em Astorga, Denilson Shefer, a solicitação de poda está sendo feita em função dos riscos com o fenômeno El Ni¤o. Ele explicou que o principal problema da região é o risco de queda de galhos sobre os fios de alta tensão que pode provocar interrupção no fornecimento de energia. Tomamos a iniciativa em função das notícias veiculadas na mídia sobre o fenômeno El Ni¤o, que pode trazer risco de segurança à população.
A poda tem efeito de garantir maior segurança e diminuir os riscos. Apesar disso, são os prefeitos que vão ou não autorizar, disse. Segundo Shefer, as prefeituras de Flórida, Ângulo, Munhoz de Melo e Pitangueiras já autorizaram o serviço.
Shefer explicou que até mesmo as árvores sadias apresentam risco de queda de galho sobre os fios de alta tensão. Em caso de vendaval, é comum que os galhos se inclinem para o lado, podendo atingir os fios de alta tensão, disse. Ele também afirmou que a Copel deverá oferecer mudas de árvores aos municípios para que seja feita a reposição daquelas que venham a ser condenadas por causa da intensa poda preventiva.


