El Ni¤o aumenta cautela em vôos
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terça-feira, 07 de outubro de 1997
Curitiba 
Arquivo FolhaCom medo do El Ni¤o, chefe da Casa Militar do governo estadual, coronel Luiz Antônio Vieira, determinou maior cautela aos pilotos do Palácio Iguaçu: na dúvida, não decolar; na incerteza, retornar rapidamente ao local mais próximoAs previsões pouco animadoras a respeito dos efeitos que o fenômeno El Ni¤o pode provocar no clima do Sul do Brasil levaram a Casa Militar do governo a reforçar a cautela na hora de autorizar viagens de autoridades nas aeronaves do Estado. A ordem do chefe da Casa Militar, coronel Luiz Antônio Vieira, agora é esta: na dúvida, não decolar; na incerteza, retornar rapidamente ao local mais próximo. Segundo ele, a determinação será mantida mesmo a contragosto dos passageiros.
Esta semana, duas programações sofreram alterações, já influenciadas pela ordem da Casa Militar. No domingo, o jato que deveria levar o governador Jaime Lerner de Foz do Iguaçu para São Paulo acabou pousando em Londrina e só decolou no dia seguinte. Pelo mesmo motivo - o mau tempo - a governadora em exercício Emília Belinatti teve abortadas duas tentativas de cumprir um compromisso agendado em Pinhão.
Segundo Vieira, o controle dos vôos sempre foi motivo de preocupação para a Casa Militar, que abriga duas divisões relacionadas à segurança dos governantes: a Divisão de Transporte Aéreo e Terrestre e a de Operações e Segurança. Agora, vários fatores reforçaram essa preocupação. Além do El Ni¤o, contaram pontos acidentes recentes, como a queda do avião Xingu do governo gaúcho que levava cinco médicos. O acidente foi decorrência do quadro negativo das condições climáticas, diz Vieira.
Segundo ele, a decisão final sobre iniciar ou prosseguir uma viagem cabe ao comandante da aeronave. Mas os 12 pilotos que prestam serviços ao Estado foram orientados a não ceder a eventuais pressões dos passageiros para viajar em condições adversas. Em nome da segurança, eles estão orientados a pecar por excesso, afirma Vieira.


