É justamente em busca de emprego e formação que homens e mulheres adultos decidem voltar a estudar para concluir o Ensino Médio. A Educação para Jovens e Adultos (EJA) atende atualmente 5.168 pessoas em Londrina. Conforme a professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Magda Madalena Tuma, há uma mudança significativa na vida das pessoas que concluem o Ensino Médio através do EJA. ''Esta conquista ajuda na construção de uma outra realidade em que a pessoa muda concretamente a sua vida e a si mesma'', disse.
Apesar dos benefícios do EJA, Magda considera que a faixa etária dos 14 aos 19 anos está ''esquecida'' pelo sistema educacional. Ela explicou que se um aluno de 18 anos de idade abandona os estudos ele precisa fazer o EJA, e não pode retornar à sala de aula convencional. ''Ele sai da escola normal, perde oportunidade por conta da falta de estrutura do País. Eu acho esta questão extremamente complicada'', afirmou.
A professora considera o EJA um trabalho positivo, mas destaca que deve ser temporário. ''Quando tivermos todos os alunos da faixa etária adequada no ensino regular, não precisaremos mais deste sistema.''
Esforço
Hoje Claudia Regina Alves dos Santos, 44 anos, é aluna do mestrado na UEL e professora no curso de Pedagogia. O sucesso profissional conquistado por ela esconde uma história de abandono da educação na adolescência. ''Eu trabalhava, estudava e a escola ficava muito longe. Acabei optando por parar'', lembrou.
Ela trabalhou em fábrica de confecções, marcenaria e em escritórios. Aos 30 anos, decidiu mudar a sua história. ''Achei que era hora de voltar a estudar e fiz a EJA, que na época era chamado de Supletivo. Quando voltei para a escola já era mãe, foi bem difícil.'' O resultado desse esforço foi a conquista de uma vaga no curso de Pedagogia no vestibular de 2000 na UEL. Hoje, com uma graduação e uma especialização, Claudia se dedica à conclusão da dissertação de Mestrado.(M.A.)

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