Curitiba A prefeitura de Curitiba teve que adiar, pela terceira vez, a abertura da licitação para as obras do contorno ferroviário, programada para ontem. Novo edital será publicado na próxima segunda-feira e a abertura das propostas está prevista para o dia 5 de dezembro. O município alega que está impedido de continuar a concorrência porque o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) ainda não concluiu a análise do Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima).
Antes de conceder o licenciamento ambiental, o IAP terá que consultar as comunidades afetadas pelas obras. A assessoria de imprensa informou que o órgão está estudando o agendamento das audiências públicas.
Cerca de 1,5 mil pessoas, que terão suas propriedades cortadas pela linha férrea, já se mobilizaram e mostraram preocupação com a interferência do novo ramal na qualidade de vida, no meio ambiente e até na produtividade agropecuária. O contorno passará por 186 propriedades maioria na zona rural de Almirante Tamandaré, Araucária, Campo Largo e Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba. Por outro lado, o novo contorno ferroviário atenderá um antigo anseio dos moradores de 12 bairros de Curitiba, cansados do barulho e dos acidentes causados pelos trens.
O adiamento da licitação acabou sendo providencial para a prefeitura fazer algumas alterações no edital. A principal delas, segundo a assessoria de imprensa, é a abertura para a participação de empresas internacionais. O edital anterior restringia a participação a empresas de capital nacional, o que poderia ser questionado juridicamente.
O novo edital estará disponível a partir de segunda-feira a um custo de R$ 1 mil. As 41 empresas que compraram o edital anterior só terão que trocar o documento.
O custo do Contorno Ferroviário, que terá 43 quilômetros de extensão, foi estimado em R$ 81,9 milhões. Para a primeira etapa, está previsto o investimento de R$ 23 milhões do Programa de Retirada de Trilhos dos Perímetros do Ministério dos Transportes.

mockup