Efluentes causam a morte de peixes
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de julho de 2001
Maurício BorgesDe Apucarana 
A partir de denúncias encaminhadas por moradores ribeirinhos ao Córrego Pindaúva, que apresentaram diversos exemplares de peixes mortos por despejos poluentes, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) notificou anteontem a farinheira Dama Cereais, de Ivaiporã.
A empresa, que industrializa produtos à base de mandioca, está sendo responsabilizada por descarga de efluentes sem tratamento, que provocaram a mortandade de grande quantidade de peixes num córrego que é afluente do Pindaúva. Depois de receber a denúncia investigamos a origem do despejo e não restou dúvida de que partiu da farinheira, informou Ari Bender, chefe do escritório do IAP em Ivaiporã.
Conforme anunciou Bender, a princípio o proprietário da indústria foi apenas notificado por um técnico do IAP. Agora, a partir de um processo administrativo, será definido o valor da multa pela poluição causada. Conversamos com o proprietário da farinheira, que alegou falha de um funcionário, revelou ele.
Na avaliação preliminar de Jamilton Dias, técnico em recursos naturais, o morte dos peixes teria sido causada por despejo de água vegetal. Trata-se da água resultante da prensagem da mandioca venenosa, que solta um líquido leitoso extremamente tóxico, explicou.
Ontem, a descarga poluente da farinheira continuava provocando a morte de peixes ao longo do Rio Pindaúva. Técnicos do IAP foram novamente acionados por proprietários rurais, que estavam inclusive isolando bovinos e equinos para evitar o consumo da água do Pindaúva.


