Eficiência trouxe superlotação
Desde que foi criada, há 10 anos, a UTI do Hospital Universitário funciona no mesmo local. A pediatra Angela Sara Brito, uma das pioneiras na implantação do serviço neonatal do HU, explica que com o passar dos anos foram adquiridos equipamentos que colocam a UTI do hospital entre as mais modernas, mas nunca houve um planejamento em termos de instalação.
Os médicos e enfermeiros já se acostumaram, nos últimos anos, a lidar com a superlotação. Entre os fatores que colaboram para que o serviço oferecido pelo hospital seja cada mais requisitado está o fato do HU ter se especializado em atendimento de gestação de alto risco.
Aproximadamente 60% dos bebês nascidos com menos de 1,5 kg em Londrina hoje vêm ao mundo no HU. Em média, metade dos bebês nascidos na instituição ficam internados após a alta da mãe, por um período de até quatro meses.
Entre estes casos está o da secretária Stela de Araújo Oliveira, de 31 anos. Sua filha Emanuelle nasceu aos seis meses de gestação, com 820 gramas. ''Estava passeando em Londrina quando tive uma pré-eclâmpsia (crise de hipertensão) e foi preciso fazer o parto'', conta Stela, que é de Bandeirantes. Segundo a secretária, a sensação, ao ver a filha logo após o nascimento, foi que ''só Deus a salvaria''. Depois de 3,5 meses na UTI e 15 dias na UCI do HU, porém, Emanuelle está prestes a ir para casa. ''Não dá nem para acreditar'', diz a mãe, emocionada pela vitória da filha.





