Eficiência dos 'tótens' é questionada
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terça-feira, 03 de outubro de 2000
Israel Reinstein De Curitiba 
Quem precisar de um policial militar, que trabalha próximo a um dos 90 tótens de Curitiba, pode ficar na mão se procurar após o horário comercial. Moradores próximos de algumas das unidades visitadas pela Folha reclamam que os policiais desaparecem quando chega às 19 horas. Os guardas que ficam junto aos tótens (ponto de referência onde a população deveria encontrar um policial) também não têm conseguido evitar a depredação.
O sistema dos tótens vem sendo criticado pelos moradores desde que foi implantado. Quando começou a funcionar, em maio de 1998, época em que os índices de criminalidade estavam altos, o projeto previa que os policiais teriam como referencial o tótem, por onde passariam de 15 em 15 minutos. Os interfones seriam usados para quando o policial não estive no local.
A Folha procurou o comando geral da Polícia Militar e a Secretaria Estadual de Segurança Pública para falar sobre o assunto. No entanto, o comandante-geral da Polícia Militar, o coronel Guaraci Moraes de Barros desmarcou duas entrevistas agendadas. Já a assessoria da Secretaria Estadual de Segurança, não colocou ninguém para falar sobre o tema.
A situação é muito esquisita, porque parece que os policiais são funcionários públicos, queixou a dona de casa Maria Andressa Ferraz. Moradora do Alto da XV, quase vizinha do tótem instalado próximo ao PolloShopping, ela conta que uma vez foi assaltada no ponto do ônibus que fica a pouco mais de 100 metros do local onde deveria haver um policial. Eram 19 horas e ninguém poderia me proteger, afirmou.
Esse tótem está sem o interfone, que foi arrancado. Também a sua estrutura está pichada. Os policiais ficam boa parte do dia com suas motocicletas, mas não se vêem pessoas procurando eles, afirmou Luiz Reinhold, vendedor de uma loja próximo do tótem do Alto da XV. Já a noite, tem uma gurizada que usa o tótem para se reunir.
Quem pensa que este problema é exclusivo dos moradores do Alto da XV se engana. A Folha passou por tótens instalados nas ruas Augusto Stresser, João Negrão (próximo do Teatro Paiol), João Gualberto, Sete de Setembro e a unidade instalda no bairro Barreirinha. Todos sofreram ação de vândalos, tendo os seus interfones arrancados ou estão pichados.


