Eficácia do totem gera dúvidas
Eficácia do totem gera dúvidas
Anna Camanducaia
Mauro FrassonSoeli: Quando os policiais saem, não fica ninguém para tomar contaO primeiro dia de pleno funcionamento do totem do Boqueirão, em Curitiba, foi tranquilo. Os policiais atenderam apenas quatro ocorrências corriqueiras. Na segunda-feira, dia da inauguração, o totem teve algumas falhas. A viatura de plantão saiu para uma ocorrência e as outras que foram substituí-la também tiveram que verificar alguns chamados, tentou justificar o chefe de Operações do Copom, capitão Santana. Mas estávamos trabalhando.
A proposta do totem é permitir que sempre haja policiais no local. Quando há ocorrência, outra viatura é deslocada para dar segurança à comunidade. Os moradores da região ainda têm dúvidas sobre a eficácia do novo sistema.
A dona de casa Soeli Trancozo, de 52 anos, diz que a viatura sai diversas vezes do local e, por isso, não oferece segurança completa. Quando os policiais saem, não fica ninguém para tomar conta da área.
A costureira Argentina Freitas, de 48 anos, prefere o antigo módulo. Na guarita, o policial pode permanecer o tempo todo. Segundo ela, o novo sistema (o interfone que permite a ligação direta com o Copom) também pode estar ameaçado. Aqui, tem muito maloqueiro. Ontem, já tinha gente querendo destruir o interfone.
O comerciante João Ferreira, de 64 anos, pensa diferente. Dono do Bar e Mercearia do João, ele acha que estará mais seguro. Há três meses, o bar foi arrombado. Os ladrões roubaram um cheque de R$ 120,00 e mercadorias.Enquanto os policiais estiverem aqui, vou correr menos risco.





