Eficácia da separação do lixo chega a 50% em alguns hospitais
Pelo menos três hospitais de Curitiba - Pequeno Príncipe, Vita e Nossa Senhora das Graças - mantêm programa de gerenciamento de lixo hospitalar considerado modelo. No Hospital Pequeno Príncipe, um dos primeiros a adotar o programa do lixo hospitalar, cerca de 80% do total de mil funcionários fazem a separação de lixo, segundo a gerente de Serviços de Higiene Hospitalar, Tânia Maas. Todos os funcionários foram treinados para fazer a reciclagem. Nas salas e corredores do hospital estão instaladas lixeiras específicas para o depósito de diferentes tipos de resíduos. É um sistema fácil e barato, afirma Tânia.
O índice de eficácia na separação de lixo hospitalar é em média de 50% nos 42 hospitais que participam do programa de gerenciamento de lixo, segundo o gerente do Departamento de Limpeza Pública, Luiz Celso da Silva. O lixo é separado em quatro categorias - infectante, hospitalar, comum e reciclável.
O Hospital Vita foi pioneiro na cidade em criar o Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (o que equivale nos outros hospitais ao Serviço de Controle de Infecção) antes mesmo de o hospital começar a funcionar. Isso garante maior eficiência na atuação, explica Luzilma Terezinha, médica infectologista que faz parte a comissão de médicos, enfermeiros e auxiliares do Núcleo. O próprio hospital treinou todos os funcionários em noções básicas de higiene, como a lavagem das mãos e a separação e manuseio do lixo hospitalar. Com isso, o hospital mantém o índice de 2% de pacientes que contraem infecção hospitalar, segundo Maas, quando a média em hospitais brasileiros é de 10%, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). (E.E.S.)





