Efetivo da Guarda Municipal é insuficiente
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sábado, 19 de janeiro de 2013
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
O coronel da reserva da Polícia Militar do Paraná Rubens Guimarães de Souza assumiu ontem a secretaria de Defesa Social de Londrina, com a missão de reestruturar a Guarda Municipal. Ele afirma que o efetivo de 190 agentes não é suficiente para atender toda a cidade e adiantou a convocação de mais guardas. Além das 100 convocações já anunciadas pelo prefeito Alexandre Kireeff, outros 100 aprovados serão convocados para fazerem os exames complementares para admissão.
"Não temos um número suficiente de guardas municipais e, por isso, é necessária uma recomposição do efetivo para que possamos fazer frente a todas as atividades. Começamos com 250 agentes e hoje temos 190, mas gostaríamos de chegar até 400", revela o secretário.
Desde a criação da Guarda Municipal em 2010, a corporação protagonizou diversas discussões, mas as principais são a questão do armamento e atribuição de cuidar de prédios públicos, determinação que começou a valer no início do mês. A GM realiza o serviço que era desempenhado por uma empresa terceirizada em postos de saúde, escolas, parques municipais e áreas administrativas da prefeitura. A economia prevista é de R$ 4,9 milhões por ano. A categoria não ficou satisfeita com as mudanças na rotina de trabalho.
"A Guarda Municipal não tem o poder de polícia e, portanto, ela tem que trabalhar de acordo com o que estabelece a legislação, que é de cuidar e dar suporte aos prédios públicos. Isso não quer dizer que eles não podem, eventualmente, agir diante de um ilícito criminal. Se isso ocorrer, é necessário que eles entrem em ação, mas comuniquem ou repasse imediatamente ao órgão competente que é a Polícia Militar e Civil", afirmou o secretário.
No últimos dias, muitos agentes não foram trabalhar sob atestado médico, mas Guimarães não encara o fato como um "boicote", Ele afirma que solicitou um levantamento junto à Corregedoria para avaliar o caso. "Não estou encarando como uma insubordinação, mas com essa avaliação vou saber a dimensão disso e se realmente são casos de doença. Não quero entender a princípio como uma indisciplina, mas como um descontentamento sobre o qual iremos conversar com a corporação", comentou o secretário, ao enfatizar que em situações de indisciplina sua obrigação é punir através da legislação.
Tiro
Em relação ao armamento dos guardas, o secretário afirmou que pretende definir se a empresa que havia sido contratada para ministrar o curso junto à corporação tem competência para a atividade. "Se não tiver, vamos procurar um convênio com a Polícia Militar através da Secretaria de Segurança para que possamos ministrar esse curso. Eu acho que eles têm que receber esse treinamento de armamento e tiro, porque eles têm que estar prontos para uma situação de emergência, mas se a Guarda Municipal vai ser toda armada é um detalhe que vamos discutir em outro momento", salientou.
Caso os agentes venham a portar armas, Guimarães esclarece que eles as utilizarão durante as atividades e se desarmarão no final do serviço. Para isso, ele explica que deverá haver um local seguro para o abrigo das armas. "Pretendemos também subsidiar eles com um curso de defesa pessoal para que eles possam se sentir mais seguros, pois acredito que tendo essa segurança a arma será o último instrumento para eles fazerem uso", afirmou.
Guimarães defende uma Guarda Municipal comunitária, mais próxima da população e um trabalho de defesa civil mais estruturado. Nascido em Centenário do Sul (Norte), Guimarães mora em Londrina há 36 anos. Graduou-se em Direito pela Universidade Estadual de Londrina e atuou no comando do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Londrina, do 18º BPM de Cornélio Procópio, 15º BPM de Rolândia e foi diretor geral da Secretaria de Segurança do Estado do Paraná entre 2004 e 2010, entre outras ocupações.


