A Defesa Civil do Paraná se prepara para os possíveis efeitos do fenômeno La Ni¤a, que pode provocar secas no Estado de outubro a dezembro. A falta de chuva traz o risco de incêndios graves em florestas, principal tema da reunião que o governo paranaense promove amanhã em Ponta Grossa, no auditório do quartel do Corpo de Bombeiros.
La Ni¤a é um fenômeno meteorológico com efeitos contrários do El Ni¤o. Provoca aumento das águas do Oceano Pacífico e calor intenso no Hemisfério Sul. Participam do encontro de Ponta Grossa os membros de todas as comissões regionais e municipais da Defesa Civil, representantes de órgãos federais e instituições de pesquisa.
Segundo a assessoria do governo, as áreas do Paraná que mais podem sofrer do La Ni¤a são o complexo de Ilha Grande, o cinturão verde de Cianorte, o entorno do Parque Nacional do Iguaçu, a reserva indígena de Mangueirinha e o morro do Anhangava, na Serra do Mar. Técnicos do governo afirmam que a vegetação típica e a dificuldade de acesso muitas vezes impedem o combate ao fogo.
Na reunião devem ser renovadas as orientações do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais para o Estado do Paraná, programa criado pelo governo de Jaime Lerner neste ano. A principal característica do Plano, testado no incêndio nas florestas de Roraima, é a prevenção através de campanhas de conscientização sobre os riscos dos incêndios florestais e queimadas nos meses de agosto, setembro e outubro.
O comitê executivo do Plano deverá entregar material de apoio para as comissões regionais e municipais. São motosserras, foices, abafadores, entre outros equipamentos, usados pelos bombeiros para apagar os incêndios.

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