'Efeitos colaterais' no crescimento
Antes dos moradores de hoje, a localização privilegiada da região atraiu a atenção de construtoras e incorporadoras. São 20 mil moradores com bom potencial de consumo, segundo cálculo da entidade presidida por Ewerton Cangussú. Boa parte dele vivendo em dois grandes núcleos de edifícios de apartamentos: os Quintas da Boa Vista de um lado e os arranha-céus da Gleba Palhano, de outro. E a concentração demográfica já apresenta seus efeitos colaterais no Guanabara.
O mais importante é a sobrecarga na rede de saneamento básico, preparada para uma ocupação menos populosa. A sobrecarga pode se tornar uma ameaça devido à possibilidade de vazamento de gás que conforme Cangussú já foi relatado por moradores se tornarem mais frequentes.
A Sanepar deve investir R$ 3,5 milhões para redimensionar as tubulações e instalar um interceptor. As obras devem resolver o problema e a entrega está prevista para dezembro. Outro inconveniente típico de uma região em crescimento é a abertura de novas ruas e a concentração de trânsito na Rua João Wycliff.
As duas coisas estão preocupando as donas de casa Lucilene Aparecida Vieira Marques, moradora do Guanabara há 14 anos, e Maria de Fátima Toretta Andrean, moradora há 11, reclamam da poeira e da sensação de insegurança provocadas pela abertura de algumas ruas, que ainda não foram pavimentadas pela loteadora. ''Meu filho de um ano e 10 meses vive com rinite. Esperamos que estas obras acabem logo''. Maria de Fátima se queixa das dificuldades das crianças em atravesssar a João Wycliff, ''onde os carros passam muito rápido''.





