Efeito estufa e mudanças climáticas são um alerta
A frota veicular é hoje a principal fonte de poluição do ar nas cidades do mundo todo. Um motor sem a regulagem ideal tem um potencial poluidor maior. E onde há maior concentração de veículos, a exposição à poluição é ainda maior.
Um caso emblemático é o do Terminal Urbano de Londrina. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que um ser humano não pode ficar até 24 horas respirando mais do que dois nanogramas por metro cúbico dos hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, que proveem de qualquer processo de combustão. Estudos realizados no piso inferior do Terminal Urbano indicaram que no local são encontrados até 900 nanogramas por metro cúbico.
Esse trabalho gerou a retirada desse pessoal (das lanchonetes) de lá debaixo e a instalação da escada rolante, declara Maria Cristina Solci, professora do Departamento de Química da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que atua no Laboratório de Análise dos Componentes do Ar (Laca), pertencente ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) - Energia e Ambiente.
Maria Cristina acrescenta que hoje qualquer pessoa que esteja em vias públicas muito movimentadas está sujeita à poluição do ar. Por isso, explica, o maior risco é para quem tem costume de fazer exercícios em locais de grande movimento de carros. O problema é que a atividade física aumenta a oxigenação e a absorção de poluentes.
A saída para reduzir os impactos da poluição, ressalta a pesquisadora, é investir em planejamento urbano, visando a redução da frota de automóveis. E a população pode colaborar, evitando colocar fogo em lixo, fazer uso consciente do carro e manter os ambientes ventilados, entre outras ações. E o efeito estufa e as mudanças climáticas estão aí para provar a importância de combater a poluição do ar, decreta. (F.R.F.)





