Enquanto os adolescentes apreendidos querem deixar a Unidade Social Oficial de Internação de Londrina (Usoil), seja pela porta da frente ou pelos fundos, existe uma outra ''turma'' que está fazendo o caminho inverso. Os carrapatos existentes nas pastagens próximas ao educandário, localizado numa área praticamente rural na Zona Sul, ultrapassaram cercas e muros e já provocam reclamações dos internos e de funcionários. A Vigilância Sanitária esteve no local e orientou a direção para a necessidade de aplicar veneno, principalmente no gramado que cerca a unidade.
A infestação de carrapatos mereceu até uma menção especial do Ministério Público no pedido de intervenção no Educandário protocalado na segunda-feira. A promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, questiona a qualidade do atendimento prestado aos adolescentes e pede na mesma ação a atuação da Vigilância Sanitária, pois alguns adolescentes teriam reclamado das picadas do parasita.
Antecipando-se ao pedido da promotora, o gerente da Vigilância, Marcelo Viana de Castro, informou que uma vistoria feita na unidade há cerca de 10 dias comprovou a infestação de carrapatos. Funcionários também já teriam sido ''vítimas''. A área mais afetada, segundo Castro, é o gramado que cerca o Educandário. Ele explicou que o problema é causado pelos animais existentes nos pastos vizinhos da unidade. Nesta época do ano, mais quente, os carrapatos se reproduzem com maior facilidade e infestam grandes áreas.
O gerente da Vigilância disse que orientou sobre a necessidade de combater o parasita, aplicando carrapaticida. A direção da unidade informou que o Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp) autorizou a compra do veneno mas o problema é o preço. Numa cotação preliminar, algumas empresas chegaram a cotar em R$ 2 mil a aplicação do carrapaticidade. Como o produto é de baixa toxicidade, não há necessidade de evacuar a área. Técnicos da Vigilância deverão procurar os donos das propriedades vizinhas para que também tomem medidas de combate ao parasita.

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