Está parcialmente interditado o prédio do Educandário São Francisco, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. A ala onde ficam os nove dormitórios foi praticamente destruída durante rebelião ocorrida terça-feira. A interdição foi decidida ontem pelo juiz da Infância e Juventude Jocelito Cé, com base em laudo da Secretaria Estadual de Obras Públicas.
Segundo o diretor do Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp), Aloísio Pacheco, as obras de reconstrução começam hoje. Como quatro dormitórios foram atingidos pelo incêndio provocado pelos rebelados, metade dos 196 internos vai repousar provisoriamente no refeitório. Camas, colchões, travesseiros e roupas, tudo novo, estão sendo providenciados para repor o que foi queimado.
O diretor do Iasp. que gerencia o educandário São Francisco, diz que o prejuízo causado pela rebelião passa de R$ 300 mil. ‘‘Além de telhas e vidraças terem sido quebradas, o fogo danificou a laje da ala dos dormitórios’’, conta Pacheco. Ele acredita que 50 internos tiveram participação na revolta, mas a responsabilidade está restrita a apenas 16 deles.
O grupo responsabilizado pela rebelião foi encaminhado à Delegacia de Proteção ao Menor (DPM), onde deve permanecer até o final das obras de recuperação da ala parcialmente destruída. A expectativa é de que a reconstrução termine dentro de um mês. Outros internos começaram a ser transferidos para suas cidades de origem, depois de a Justiça analisar os respectivos processos.
Causa - A rebelião foi iniciada por um adolescente flagrado com droga dentro do educandário. O regulamento interno prevê que esse tipo de infração é punido com nove dias de isolamento. Indisposto a aceitar a punição iminente, o rapaz teria ganho o apoio de mais 15 colegas para insuflar os demais internos ao motim. A revolta começou na tarde de terça-feira e só parou à noite, com a chegada da Polícia Militar.

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