Educadores em Saúde têm papel fundamental
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Londrina - Não é novidade que a participação da comunidade é fundamental para combater a dengue, entretanto ainda é comum encontrar focos do mosquito transmissor Aedes aegypti. Para ajudar na disseminação das informações sobre a doença e tentar diminuir os índices de infestação do inseto, os educadores em Saúde buscam várias alternativas. Na região oeste, Lucimara Cândida Vasconcelos atua nos Jardim Leonor, Vila Nova e Jardim do Sol, visitando escolas e empresas, além de pontos considerados críticos.
"O projeto dos educadores em saúde começou em 2012 em Londrina e cada um busca trabalhar com a sua realidade. Aqui temos muitas empresas e percebemos que é grande a quantidade de lixo jogada nas calçadas, com muito material que acumula água. Conseguimos firmar uma parceria com os empresários, que ficaram responsáveis por recolher periodicamente esse material", explica ela, acrescentando que, por verem os locais limpos, as pessoas relutam em jogar lixo novamente.
Outra iniciativa são as visitas em escolas, onde são levados diversos materiais informativos, como o larvário, em que é possível ver todo o ciclo de vida do mosquito. "As crianças menores são as mais interessadas e elas dão lição nos pais. Por isso é importante esse trabalho, em que multiplicamos a informação. Quando eu comecei a atuar, vi que não adiantava somente alguém ir e desvirar o potinho que acumula água, é preciso não jogar esse potinho lá", diz.
Outra iniciativa de Lucimara que ainda está em desenvolvimento é o folheto em braile. A educadora conta que foi fazer uma palestra no Instituto Roberto Miranda e sentiu falta de um material impresso para distribuir aos alunos. Com o auxílio dos professores da instituição, o folheto foi adaptado para que os deficientes visuais possam também levar informações para casa e assim capacitar outras pessoas. "O material está sendo revisado e esperamos que em breve possa ser entregue", afirma.
Check list
O educador Nino Medeiros Ribas criou uma ferramenta de trabalho que também tem auxiliado outros educadores e ajuda a manter a infestação do mosquito sob controle. Atuando na região das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Centro, Vila Brasil, Jardim Guanabara e Piza/Roseira, ele percebeu que há muitos hospitais e criou um check list para que a própria instituição possa fazer seu controle. Um dos locais que já está aplicando a técnica é o Hospital do Câncer de Londrina (HCL).
"Treinamos uma funcionária, chamada de cuidadora, e uma vez por semana ela percorre as instalações e seu entorno para verificar se está tudo certo. Ela preenche esse check list, que é recolhido no final do mês. Dessa forma dividimos a responsabilidade com o hospital e, qualquer dúvida, estamos à disposição. Com isso poderemos também fazer uma estatística", explica.
Maria José Pasquoal do Prado é funcionária da zeladoria do HCL e foi escolhida como cuidadora. "Em pouco mais de uma hora consigo verificar todos os pontos. Isso não atrapalha as minhas funções normais. O questionário também é muito fácil de aplicar e a vantagem é garantir a saúde de todos, funcionários e pacientes", destaca.
Nino conta que outras instituições já o procuraram para implantar o sistema e que a intenção é estender para as imobiliárias, já que muitos imóveis ficam fechados e com isso temos dificuldades em fazer a vistoria.
"Também estamos desenvolvendo um informativo para os síndicos, pois há muitos condomínios na minha região e temos dificuldade em encontrar as pessoas em casa. A ideia é de que sabendo o dia e horário da visita do agente de Endemias, o morador possa deixar a chave de casa com um vizinho de confiança ou que ele agende um horário em que estiver em casa. Aqueles condomínios que quiserem também ter um cuidador, teremos prazer em treinar", afirma.


