Educadores debatem inserção do portador de necessidades especiais
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de maio de 2002
Maranúbia Barbosa<BR>Reportagem Local 
A inclusão do portador de necessidade especial na sociedade depende, não apenas da eliminação de barreiras físicas. A afirmação é de Maria Cristina Marquezini, coordenadora-geral do 3º Brasileiro Multidisciplinar de Educação Especial, aberto ontem, em Londrina. Os obstáculos morais, a resistência das pessoas ditas normais e a não aceitação das deficiências, são, segundo ela, preconceitos graves a serem derrubados.
Maria Cristina disse que, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 10% da população mundial tem algum tipo de deficiência. No Brasil o índice representa 15 milhões de pessoas.
O orador da cerimônia de abertura, Júnio Cesar Santiago Alonso, 30 anos, é um exemplo de como a sociedade cerceia o direito dos portadores. Graduado em história pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e com especialização em história social, ele ainda não conseguiu entrar no mercado de trabalho. A deficiência visual não o impediu de estudar e nem de ler com desenvoltura o texto de apresentação.
O desemprego e outros assuntos serão temas dos debates que seguem até o dia 4. O congresso, realizado no Hotel Sumatra, reúne mais de 600 participantes, entre estudantes e profissionais. O principal objetivo é discutir políticas públicas que possibilitem a inserção efetiva do portador de necessidades especiais na sociedade.
O evento está sendo organizado por docentes da UEL, com apoio da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Secretaria Municipal de Saúde, Universidade do Norte do Paraná (Unopar), da Unifil, Universidade Estadual Paulista (Unesp), entre outros.


