Curitiba - Os educadores dos centros municipais de educação infantil estão dispostos a paralisar suas atividades, a partir desta segunda-feira, como forma de pressionar a Prefeitura de Curitiba a promover melhorias salariais. O Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) estima a adesão de, pelo menos, 70% do quadro.
Segundo dados oficiais, são 3.817 educadores na ativa - a maioria lotada nas creches, onde são atendidas aproximadamente 24 mil crianças. A prefeitura já comunicou que os faltosos serão penalizados com o desconto dos dias parados.
A diretora do Sismuc, Ilma Alves Bonfim, acredita que, em 40 dos 159 centros de educação infantil, onde a mobilização é maior, a adesão à greve seja maciça. Segundo ela, além do aumento no piso salarial dos atuais R$ 694,83 para R$ 1.194,48, os educadores querem a incorporação da gratificação de 20% aos salários.
Ilma disse que os grevistas se concentrarão na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba, às 8 horas, e de lá seguirão em passeata até a prefeitura, no Centro Cívico.
Em nota de esclarecimento, a prefeitura informou que os educadores já tiveram reajuste acumulado de 12,36%, nos últimos dois anos (superior à inflação), e outros benefícios com o novo plano de carreira, como a implantação do adicional de 2,8% nos vencimentos pelo enquadramento.
O secretário municipal de Recursos Humanos, Arnaldo Bertone, afirmou que a greve não tem justificativa. ''São medidas que poderão ser discutidas, mas não nesse momento. A prefeitura negociou todo processo que culminou com a lei do plano de carreira e, responsavelmente, conseguiu avançar em outras questões'', disse, referindo-se ao reajuste e gratificações. A data-base da categoria é em março.
A prefeitura não preparou nenhum esquema para garantir o funcionamento das creches. Bertone disse que confia no bom senso dos servidores em ''não cometer injustiça com a população''.

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