Educadores adotam novos métodos
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quarta-feira, 15 de outubro de 1997
Paulo Pegoraro Cascavel 
Edson MazzettoAproveitamentoAlunos trabalham com sucata: metodologia alternativa de ensino e aprendizagem adotada por professoresOs professores devem preparar seus alunos para enfrentar os tempos modernos, de grande competição. Esta missão exigida dos professores foi salientada ontem em Cascavel pela secretária municipal de Educação, Edi Maria Volpin, durante a celebração do Dia do Professor. A data foi marcada por missa às 18 horas na Catedral Arquidiocesana, com apresentação da Orquestra de Câmara e Vozes Solistas Ensemble Turicum, da Suíça.
Segundo a secretária, a estabilidade econômica não nos levará muito longe se não houver esforço da sociedade para enfrentar o quadro desastroso da educação. Edi Maria Volpin salienta números do último censo escolar no País, que indicam a existência de 2,7 milhões de crianças entre 7 e 14 anos fora da escola, 16 milhões de analfabetos adultos e somente 15 milhões da população adulta com 11 anos de estudo.
A secretária cita ainda o fato de que apenas 1% da população chega à universidade, mesmo percentual dos anos 60, e, entre os trabalhadores, 17% não sabem ler e escrever e os demais com escolaridade média de apenas 3,8 anos. Edi Maria Volpin também chama atenção para estudos que indicam que a cada ano adicional de estudo há um acréscimo de 16% na renda dos trabalhadores.
Embora o quadro motive preocupações, professores promovem alguns avanços no Oeste paranaense, no âmbito da escola pública. Enquanto em muitos estabelecimentos a modernidade é representada pelo microcomputador no qual trabalham com seus alunos, em outras são empregadas metodologias alternativas no processo de ensino e aprendizagem, disseminadas principalmente pela Associação Educacional do Oeste do Paraná (Assoeste), com sede em Cascavel.
Professores da Assoeste têm produzido livros e outros materiais que orientam educadores para a simplificação da transmissão dos currículos escolares, de modo a serem mais facilmente compreendidos pelos alunos, observa a professora Darci Barros, do Departamento Pedagógico da Assoeste.
Muitos professores usam sucatas e recortes de jornais e revistas, com os quais os alunos apreendem estimulados pela descontração. Esta e outras experiências resultam na redução da repetência e evasão. Para a professora Baltasar Vendrúscolo, da Assoeste, cresce o número de professores empenhados na melhoria da qualidade de ensino.


