Educadores abordam nas ruas
menores em situação de risco
Paulo Pegoraro

Edson Mazzetto
Equipes de educadores fazem abordagem a menores que perambulam pelas ruas da cidadeUma equipe de educadores de rua está iniciando a abordagem de meninos e meninas de rua em situação de risco em Cascavel, na tentativa de encaminhá-los para atendimento emergencial, no caso dos chamados ‘‘drogaditos’’, e para entidades assistenciais. As ações fazem parte do programa ‘‘SOS Criança’’, lançado na semana passada pelo Provopar, Secretaria de Assistência Social, Ministério Público, Polícia Militar e outros órgãos.
A equipe de educadores de rua é formada por estudantes de assistência social e pedagogia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). ‘‘A abordagem aos menores é o primeiro passo na tentativa de resgatá-los das situações de risco’’, observa a coordenadora da equipe, Dulcéia Maria Moreira Bergamaschi. ‘‘O contato é uma etapa delicada e que requer muita paciência porque as crianças e os adolescentes geralmente são arredios’’, explica.
Por isso, a abordagem ocorre com cautela e sem que haja pressão sobre os menores. Inicialmente, os educadores procuram se informar sobre a situação familiar e os motivos que os levam às ruas. Depois, é oferecida a possibilidade de atendimento. Os que apresentam problemas de saúde, sinais de violência física ou envolvimento com drogas são encaminhados para o Hospital Regional de Cascavel ou ainda Promotoria da Infância e Juventude e Conselho Tutelar.
Em outros casos, podem ser levados para o Lar dos Meninos e Centro de Atendimento e Orientação ao Menor. A coordenadora do Provopar, Idalina Barreiros, assegura que o programa ‘‘SOS Criança’’ não se limita à tentativa de tirar os menores das ruas, mas de proteger seus direitos e orientá-los. ‘‘As ações também ocorrem diretamente nas casas, pois os pais, mesmo sendo carentes, são responsáveis diretos pela integridade de seus filhos’’, argumenta.
A sede do Provopar centraliza as ações do programa com plantão das 9 às 22 horas. Depois deste horário, atuam policiais militares. Os coordenadores estão pedindo à população que comunique a existência de menores em situação de risco nas ruas ou no próprio ambiente familiar através dos telefones 225-8700 (Provopar) e 190 (6º BPM) para que os educadores possam providenciar o encaminhamento. Os casos de violência familiar rivalizam com as agressões sofridas em outros ambientes, segundo relatórios dos conselhos tutelares.

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