Escrevo desde janeiro para esta coluna, tratando de temas como educação sexual nas escolas, a importância de se falar sobre sexualidade, além de tirar algumas dúvidas de adolescentes e professores e os informando também.
De uma maneira geral, sei que muitos acabam se ''atrapalhando'' com os termos ''educação sexual'' e ''orientação sexual''. Mas, afinal, qual é a expressão correta? Ou será que ambas podem ser usadas?
A expressão ''educação sexual'' parece ser a mais indicada, pois ela designa a prática educativa sobre sexualidade. A educação sexual envolve, por meio de um processo de ensino-aprendizagem, discussões e reflexões sobre sentimentos, valores, emoções, atitudes, crenças, resgatando sempre a valorização do corpo e a auto-estima para uma vida saudável.
A educadora sexual Mary Neide Damico Figueiró propôs em sua dissertação de mestrado ''que seja padronizado o uso do termo educação sexual, por considerá-lo mais adequado, uma vez que, entre outros motivos, diferentemente dos outros termos, implica que o educando seja considerado sujeito ativo no processo de aprendizagem e não mero receptor de conhecimentos, informações e/ou orientações''.
Porém, alguns educadores utilizam a expressão ''orientação sexual'' que, segundo Maria José Garcia Werebe, se presta a ambiguidades, podendo ser interpretada como a orientação que a pessoa imprime à sua sexualidade e que pode ser homossexual, heterossexual ou bissexual.
Mesmo considerando o termo ''educação sexual'' mais apropriado e respeitando aqueles que utilizam a expressão ''orientação sexual'', o importante mesmo é falar sobre sexualidade, seja em casa ou na escola ... e falar sempre.

Mitos e Verdades
- Mito: considerar que o trabalho de educação sexual na escola seja apenas falar de questões biológicas.
- Verdade: a educação sexual deve ser um processo contínuo.

Ricardo Desidério da Silva, professor mestrando e educador sexual

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