Educação reduz currículo para priorizar cidadania
Educação reduz currículo
para priorizar cidadania
Arquivo FolhaO secretário Dorival Perez: menos conteúdo e mais valores moraisPara combater a violência nas escolas, a Secretaria Municipal de Educação está apostando na formação de cidadãos. Para isto, segundo o secretário José Dorival Perez, desde o ano passado a prefeitura está reformulando a grade curricular. A meta, de acordo com o secretário, é paulatinamente diminuir o conteúdo informativo e dar uma maior ênfase para os valores humanos e morais, que são formativos do cidadão.
A mudança de currículo é necessária, segundo José Perez, porque a sociedade vive um período de rápida transformação e a escola não pode, às portas do terceiro milênio, estar atrelada a um sistema educacional de 20 anos atrás. Há duas décadas a criança não chegava na escola com a quantidade de informações que chega hoje, afirma.
Atualmente, segundo ele, com o avanço tecnológico, a criança tem outros recursos para obter de forma rápida uma grande quantidade de informações, o que de certa forma desobriga as escolas a centrar seus currículos ao acúmulo de informações.
Em compensação, as crianças do final do milênio estão carentes de valores básicos necessários para a formação de cidadãos. Há duas décadas esta parte da formação de uma criança era responsabilidade da família. Hoje com os pais trabalhando cada vez mais, a escola tem que assumir esta parte da educação das crianças, afirma o secretário.
Segundo ele, a mudança vai acontecer paulatinamente: É preciso trabalhar em primeiro lugar com os próprios professores que muitas vezes ainda estão presos ao modelo educacional de 20 anos atrás.
É através destas alterações curriculares que o secretário afirma ser possível combater a violência na escola, já que estará mais voltada para a formação de seus alunos, hoje carentes de valores humanos, morais e éticos. De acordo com ele, a secretaria não tem projeto específico para combater a violência nas escolas municipais, por causa da faixa etária dos alunos atendidos (7 a 10 anos).
Crianças nesta idade não apresentam problemas graves, afirma. José Perez comenta que o tema é trabalhado mais no sentido preventivo e integrado aos demais conteúdos.Quando acontece uma situação específica o tema é abordado. Desta forma o aluno fica mais motivado, alega. Em regiões onde a carência é maior, são desenvolvidas campanhas. Perez cita a campanha realizada pela Secretaria Municipal de Educação, ano passado, na região sul, incentivando os alunos a trocar uma arma de brinquedo por um outro tipo de brinquedo. (E.P.)





