Educação popular é discutido em seminário
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sábado, 07 de dezembro de 2002
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
Discutir e refletir sobre as propostas para se pensar o Brasil tendo como instrumento fundamental a educação popular. Este é o objetivo do VI Seminário de Educação Popular da Associação Projeto Educação do Assalariado Rural Temporário (Apeart), que começou ontem e vai até amanhã em Londrina. A conferência de abertura teve como tema a ''Educação popular: um outro País é possível'', e foi realizada por Miguel Arroyo, professor da Universidade de Minas Gerais.
Arroyo estuda e trabalha com educação popular. Para ele, esta educação está presente no Brasil há mais de 40 anos. ''A educação popular teve seus momentos mais fortes e mais fracos, mas se mantém presente até hoje.''
Para o professor, podemos ter um Brasil diferente porque o povo é muito rico em suas manifestações. ''Os movimentos sociais são os locais onde se mantém a educação popular.'' Segundo ele, hoje esta educação está mais valorizada tanto nos espaços formais quanto nos informais. ''Muitas coisas da pedagogia da educação popular foram incorporadas à educação formal, como a necessidade de se valorizar o conhecimento do educando.''
O estudioso espera que o novo Governo Federal traga em seu projeto marcas da pedagogia da educação popular. ''Pelos movimentos que o apóiam e pela experiência que o novo presidente tem a expectativa é das melhores, mas também caberá à sociedade cobrar.''


