Educação para resolver problema
A educação foi outro tema recorrente no encontro para solucionar a insegurança no Terminal Urbano Central. O diretor de transportes da CMTU, Wilson de Jesus, defendeu a necessidade de se realizar palestras em escolas para conscientizar os alunos a não ficar perambulando pelo Terminal.
''Vemos jovens com uniforme escolar permanecendo mais do que o necessário no local e contribuindo para a insegurança no Terminal'', afirmou. A chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Geni de Lourdes Perineto, considerou que palestras não resolveriam o problema. ''Já temos nossos projetos disciplinares. É melhor que se comunique o NRE sobre as escolas onde está ocorrendo o problema'', argumentou.
A gerente de Média Complexidade da Secretaria Municipal de Assistência Social, Sandra Coelho, observou que o Terminal está incluído nas ações programadas do projeto Sinal Verde e chamou a atenção para um fato: ''Os adolescentes em situação econômica privilegiada usam o shopping como ponto de permanência. Os que não tem condição para isso usam o Terminal, e é ali que se tornam suscetíveis aos aliciadores.''
A promotora da Vara de Infância e Juventude de Londrina, Édina de Paula, ressaltou que a falta de educação familiar é mais relevante para o problema do que a escolar. ''O grande problema está na educação que os pais não deram aos filhos. Se eles não cuidam, o mundo é que cuida'', sentenciou.
Wilson de Jesus informou que as entidades de assistência ao adolescente irão fazer um mapeamento do problema e definir ações até a semana que vem. Uma nova reunião somente com as polícias deve ser feita hoje ou na próxima segunda-feira. (V.N.)





